Blog do Miranda Gomes - Natal/RN


OS MISTERIOSOS ATRASOS PARA INICIO DAS OBRAS DA COPA 2014

 

       Mais um adiamento, mais um embuste, a FIFA nada preocupada, sabendo que pode descartar Natal

 em qualquer tempo,sem maiores explicações,  pois é portadora de um Termo de Compromisso assinado por nossos governantes, submisso e humilhante, declinando de nossa soberania em troca de um lugar no banquete dos europeus. O povo não sabe disso.

      Essa leviandade pode nos levar a ficar de tanga, sem lenço nem documento, sem Machadão, sem Machadinho, sem Arena das Dunas, sem Copa, sem “legado”, com uma baita dívida, e ainda, com cara de palhaços.

       Essa PPP é um grande negócio para o Parceiro Privado, que vai ganhar muito com dinheiro do BNDES,  tendo o Estado como fiador, quer dizer, se o parceiro não pagar, o fiador paga através de um Fundo Garantidor  que vale muito mais do que sua “avaliação” e do que o próprio empréstimo(alguém vai se locupletar com isso).

      Do mesmo modo, o uso e exploração comercial da pretendida Arena das Dunas concedida ao Parceiro Privado , poderá ser um fracasso, pois a SECOPA já admitiu publicamente que o futebol não lhe dará sustentação, porém, se não for possível trazer para Natal uma Lady Gaga, uma Madonna, ou uma Amy Winehouse,  um Barcelona ou a Copa da UEFA, teoricamente, o Parceiro Privado não terá prejuízo, pois   um Fundo Garantidor lhe dará cobertura, por mais de trinta anos.

      Não entendo por que não divulgam o nome desses consórcios, eles existem sim, estão entrando em todas, com bastante apetite, já têm suas propostas prontas há muito tempo, pois a coisa cheira a “combinemos”.

      Se um consórcio de empresas de grande porte não consegue tecnicamente elaborar um orçamento em 45 dias, levando-se em conta que a “generosa” legislação  vigente permite licitações de obras públicas orçadas sobre Projetos Básicos e não sobre Projetos Executivos, facilitando os famigerados aditivos superfaturados,  indutores da corrupção generalizada neste paraíso  dos mensalões, foliadutos,  copadutos, propinas na cueca  e  coisas semelhantes, deve haver alguma moganga.

      È verdade que o plano “A”, aquele mega projeto imobiliário anunciado no começo, abortado por interferência do Ministério Público, e de alguns segmentos importantes da sociedade, reduziu o tamanho do “pacote” e arrefeceu o ímpeto dos investidores, mas mesmo assim ainda é um bom “negócio”, deixando porém um risco para o empresário, ao assumir o compromisso de manutenção da coisa, sem receita, por mais de trinta anos, tendo por garantia apenas uma contrapartida duvidosa e um fiador que é mudado a cada quatro anos.

    Assim,o “único prazo cumprido” até hoje, foi a brutalidade da demolição da creche para fingir aos parceiros da CBF/FIFA inicio de obras, deixando muitas crianças ao desabrigo, verdadeiro crime de lesa pátria.  Esse adiamento, portanto, é mais um blefe nesse universo de mentiras e de propaganda enganosa , por isso, acredito que “alguém” vai se interessar.

       Está mais parecido com uma estratégia para empurrar o “abacaxi”, para o próximo governo, que ficará sujeito à chantagem  da chave de roda “ou copa ou morte”, que apequenou os legislativos do Município e do Estado no receio de serem acusados pela “morte” da cidade, fazendo-os  descumprir o importante preceito constitucional de seus mandatos na defesa do patrimônio publico.

      Sem duvida a parte sadia e sensata da sociedade repudia essa esdrúxula idéia de demolir todo um patrimônio público de valor imaterial incalculável, e de valor pecuniário  em torno de R$ 2 bilhões, e em seu lugar assumir um débito de R$ 420 milhões, para um evento de curta duração, sob promessa de um “legado” de desenvolvimento, que o mundo inteiro sabe  que na Copa da África do Sul foi um fiasco e só deu lucro à FIFA e seus apaniguados.  Os paspalhos de lá foram também anestesiados pela propaganda enganosa.

      Parece que querem meter essa saia justa na futura Governadora, que, sabendo  da situação caótica em que se encontra o Estado, e pela sua própria experiência bem sucedida de gestora pública, por certo, não cairá nesse  “Canto das Sereias”, e certamente encontrará  uma solução sensata para manter Natal na Copa, salvo se o propalado  “convite” da CBF/FIFA  também tenha sido parte da farsa. Basta que determine a mudança desse modelo escorchante e perverso de PPP, e a execução do “Elefante Branco” em terreno do próprio Estado no prolongamento da Av.Prudente de Morais (Av. Omar O’Grady) ou ainda, em qualquer município da região metropolitana de Natal que tenha fácil acesso às BR 101 e 304, evitando o gargalo do Machadão, e respectivo impacto e degradação ambiental,  principalmente  impedindo a extinção do futebol do Estado, que, em última análise é a alegria do povo pobre. O Machadão pode não servir para o luxo exigido pelos europeus ricos, mas vem servindo há quase quarenta anos ao futebol local e ao campeonato brasileiro, com passado reconhecidamente glorioso, para nossas modestas condições.

      Falta uma consulta aos cidadãos e uma reflexão honesta sobre a relação custo/benefício entre aplicar quase meio bilhão de reais numa arena para dois ou três jogos provavelmente de menor expressão, ou investir em saúde pública, educação, segurança, saneamento, etc. Pergunta  importante, todo esse “legado” prometido, vem  a fundo perdido, ou é emprestado? Se o governo federal está emprestando dinheiro ao FMI, perdoando os seus devedores, está  até querendo investir no turismo de Cuba, será que não poderia nos custear uma bolsa-Copa? O Estado de São Paulo até hoje se nega a gastar dinheiro público da forma irresponsável como quer a FIFA, quero ver se vai ficar fora da Copa.

      Louve-se a preocupação dos Tribunais de Contas, do Ministério Público, da imprensa e do segmento mais esclarecido da população em todo o pais no acompanhamento das ações referentes a essa copa, sobretudo tentando evitar a repetição dos erros e desmandos  dos jogos olímpicos de 2007. Aqui em Natal, recomenda-se à população que procure conhecer a Ação Civil Pública de nº 001.09.030713-6 impetrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, através do GRUPO DE ATUAÇÃO ESPECIAL PARA ACOMPANHAMENTO DAS ATIVIDADES RELATIVAS À COPA 2014 – GAEP  COPA 2014, ora tramitando  na 3ª Vara da Fazenda Pública, cuja peça vestibular não deixa nenhuma dúvida sobre as  ilegalidades cometidas  desde o início desse misterioso  processo, bem como é importante que o povo tome conhecimento  do Inquérito Civil n° 019/2009 da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, no sentido de apurar os graves problemas ambientais decorrentes desse projeto naquele local inadequado.

      Essas ações são instrumentos de defesa que poderão evitar o grotesco vandalismo que os governos estadual e  municipal  atuais pretendem perpetrar irresponsavelmente contra o patrimônio público.

 

                                                                      Natal, 11 de novembro de 2010                                        

                                                                      Moacyr Gomes da Costa   -   Arquiteto

                                                                       



Escrito por Carlos Gomes às 17h51
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PRAIA DE PIPA SEDIARÁ O II FESTIVAL LITERÁRIO, DE 18 A 20-11-2010.

PIPA - MAR AZUL,
FALÉSIAS, BOA GASTRONOMIA E LITERATURA. PIPA SEDIARÁ A SEGUNDA EDIÇÃO DO FESTIVAL LITERÁRIO, DE 18 A 20-11-2010, REUNINDO NOMES DE GRANDE EXPRESSÃO NACIONAL. O EVENTO TERÁ TENDAS MONTADAS NA PRAIA, PARA ESCRITORES E INTELECTUAIS EM GERAL, COM LEQUE ABERTO À LITERATURA E À LEITURA. TAMBÉM FARÃO PARTE DO FESTIVAL, A PIPINHA LITERÁRIA, COM OFICINAS DE LITERATURA, VIVÊNCIAS TEATRAIS, MOSTRAS AUDIOVISUAIS E A MOSTRA DE CINEMA.
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FONTE: blog de LÚCIA HELENA


Escrito por Carlos Gomes às 07h47
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FLAGRANTES DO LANÇAMENTO DO LIVRO DE EIDER FURTADO
  Meu neto Raphael e o Senador Garibaldi Filho -                       D.Helenita, Paulo de Tarso e Ana Maria -                                                    D.Helenita e Therezinha -                          Eider e Carlos                                            
      


Escrito por Carlos Gomes às 14h39
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AMÉRICA FUTEBOL CLUBE (complementando a sua história)

Carlos Roberto de Miranda Gomes – Membro do IHGRN, AML,INRG, ALEJURN, AMINN e UBE/RN

 

        A propósito de decisão tomada ontem à noite pelo Conselho Deliberativo do América Futebol Clube, no sentido de alienar o antigo patrimônio onde se localiza a sua sede, sob a condição de construir uma arena desportiva, achei por bem, para reavivar a história do clube, requentar assunto que publiquei neste meu blog, alertando para que a Administração do Clube tome cuidado com as providências que irá tomar, sob pena de estar caminhando para a demolição final de um sonho dos seus antigos dirigentes.

"Graças à generosidade dos amigos Manuel Fagundes e Jairo Procópio, tive acesso aos documentos referentes à compra do terreno onde o América Futebol Clube ergueu a sua sede, pesquisa realizada em 2006.

        O propósito dessa tarefa foi decorrente de publicamente constar que dito imóvel da Rodrigues Alves nº 950, bairro do Tirol, naquele tempo considerado como do Quarteirão da Av. Campos Sales, bairro de Cidade Nova, teria sido doação do meu pai, José Gomes da Costa, que foi presidente da agremiação em dois períodos, iniciados, respectivamente, em 08 de abril de 1929 e 10 de maio de 1939, conforme inúmeros artigos e livros sobre o fato e que haveria uma cláusula que impediria a sua alienação, exatamente no período da aquisição do imóvel.

        A verdade, no entanto, pode ser atestada pelos documentos legais registrados, que consta ter sido dito terreno adquirido ao Governo do Rio Grande do Norte pela quantia de nove contos de réis, conforme autorização feita pelo Ofício 368, datado de 21 de maio de 1929, expedido pelo Palácio da Presidência, tendo sido objeto de escritura pública lavrada no livro 134, fls. 36 a 38, em 02 de junho daquele ano, no Cartório de Notas do tabelião Miguel Leandro, hoje pertencente ao acervo do 1º Ofício de Notas desta Capital, com a escritura assinada, em nome do América, pelo Tenente Júlio Perouse Pontes, Vice-Presidente, em exercício, e pelo Governo do Estado o Procurador Fiscal do Departamento da Fazenda e do Tesouro Doutor Bellarmino Lemos, objeto da Carta de Aforamento nº 429, da Municipalidade de Natal, medindo uma área de 15.100 m2.

Como testemunhas assinaram Orestes Silva e Omar Lopes Cardoso, perante o escrivão substituto Crispim Leandro, tendo sido efetuado o pagamento em moeda corrente e o Imposto de Transmissão pago em 26 de junho de 1929 ao Dr. Aldo Fernandes, Administrador e Sr. F. Pignataro, Tesoureiro, sendo registrado no Livro “3-C”, de Transcrição das Transmissões, sob o nº 24, fl. 61v. s 62, presentemente do acervo do 3º Ofício de Notas, com o nº de matrícula 828.

        Com estes registros, podemos concluir que são verdadeiros os relatos de Luiz G.M. Bezerra, no artigo do jornal “O Potiguar” nº 42 (março/abril/2005) de que o terreno fora adquirido com a ajuda de abnegados como Orestes Silva, José Gomes da Costa e Júlio Perouse Pontes e outros, sendo acrescido o nome de Omar Lopes Cardoso no livro de Everaldo Lopes “Da bola de pito ao apito Final”, p. 40, embora tenha omitido o do meu pai José Gomes da Costa.

        O referido jornalista, na página 42 de sua obra, afirma que “o clube nunca promoveu qualquer solenidade destinada a dar nome a sua praça de esportes”. Contudo, devo lembrar que o América homenageou os seus associados como beneméritos e inaugurou duas quadras de tênis, ao lado da sede velha da Rua Maxaranguape, com os nomes de José Gomes da Costa e Orestes Silva, onde hoje está construído um edifício.

        Dois esclarecimentos necessários – mesmo não existindo registro de cláusula proibitiva da alienação, a legislação daquele tempo, como acontecia em outros Estados, devia conter determinação de vedação de modificação do objeto do negócio jurídico, uma vez que bens de propriedade pública só poderiam ser alienados com autorização legislativa para um fim específico, no caso do América, para um fim social. Hoje a situação permanece, mas a alienação só pode acontecer através de concorrência pública. Ainda não localizei tal legislação daquele tempo.

        Por derradeiro, o fato da “doação” realmente aconteceu, não por ato cartorário, mas quando os abnegados americanos perdoaram a dívida ao América, destruindo as promissórias que garantiam o dinheiro emprestado para a aquisição do terreno. Vale adiantar, que não existe nos registros pesquisados nenhuma cláusula restritiva à alienação daquele imóvel, como se pensava, daí o fato de parte dele ter sido negociada, outra parte onerada, o que nos leva a interpretar como ‘um triste fim!’

Este assunto merece uma especial atenção da Procuradoria Geral do Estado, através de uma pesquisa na legislação do tempo (1929), época em que o bem público foi alienado a particulares para constatar se, em caso do adquirente pretender se desfazer do mesmo, careceria de alguma intervenção do alienante, haja vista que o imóvel foi vendido para um fim social e não para ser negociado. Esse "alerta" faço para evitar que o negócio seja realizado e não venha a sofrer restrições legais no futuro, piorando a situação do clube.

 



Escrito por Carlos Gomes às 12h17
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AS PRODUTORAS CULTURAIS: VALDA ABREU E LOURDINHA PEREGRINO APRESENTAM: TANGO ARGENTINO, COM ROBERTO PEREIRA E GISELLE ANDRADE, DIA 12-11, NA AABB.

TANGO ARGENTINO
PRODUTORAS CULTURAIS
VALDA ABREU E LOURDINHA PEREGRINO
AS PRODUTORAS CULTURAIS, VALDA ABREU E LOURDINHA PEREGRINO, CRIADORAS DO PROJETO CULTURAL "BOCA DA NOITE", APRESENTAM:
DIA 12-11-2010, NA AABB, ORQUESTRA LOS MANOS, FRANCINALDO SHOW E OS DANÇARINOS DE TANGOS: ROBERTO PEREIRA E GISELLE ANDRADE (CAMPEÕES DE TANGO EM BUENOS AIRES).
VALDA ABREU ESTARÁ SÓ NESTA EDIÇÃO DE "BOCA DA NOITE", VEZ QUE, SUA COMPANHEIRA DE PRODUÇÃO -LOURDINHA PEREGRINO - ENCONTRA-SE EM TOUR PELA EUROPA.

PARTICIPEM DESSA FESTA MARAVILHOSA COM MÚSICA DA MELHOR QUALIDADE E UM PEDACINHO DA ARGENTINA, NA APRESENTAÇÃO DE TANGOS. E, NÃO SE ESQUEÇAM: É UMA NOITE PARA DANÇAR!


Escrito por Carlos Gomes às 11h44
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A LUZ MAIOR NA CIDADE DO SOL

Autor: JOSÉ MARIA DE FIGUEIREDO ROCHA NETO

Local: POTYLIVROS - RUA FELIPE CAMARÃO

DATA: 13 NOVEMBRO 2010

HORA: A PARTIR DAS 10 HORAS



Escrito por Carlos Gomes às 10h37
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Local: Versailles Recepções
Av. Rodrigues alves, Tirol
Data: 10 de novembro de 2010
Hora: 19h30



Escrito por Carlos Gomes às 10h54
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O ALECRIM E O CINEMA

Por João da Mata Costa,
E-mail: damata@ufrnet.br

Em 2011 o Alecrim comemora 100 de sua criação.

Foi nesse bairro querido onde vivi os anos risonhos da infância e onde tive os primeiros deslumbramentos com a sétima arte. Comecei vendo filmes caseiros projetados nas paredes. Depois foram os seriados e os filmes sazonais como a Paixão de Cristo, Marcelino Pão e Vinho entre outros.

No cinema São Pedro assistia todos os anos a Paixão de Cristo. Fazia parte do calendário da Semana Santa quando ouvíamos música sacra na rádio, não comíamos carne e terminava com danação do Judas.

No cinema “Olde” (depois transformado em Teatro Infantil de Jesiel Figueredo) assisti o filme “A Moreninha”. Uma projeção ruim e truncada. No São Luis vi muitos filmes de Tarzan, Zorro e outros capa e espada. Era ali, na calçada do São Luís onde trocávamos revistas e cromos dos belos álbuns de figurinhas.

Televisão só na casa do Dr. Grácio Barbalho, onde a meninada traquina reunia na frente da casa para brechar.

No Alecrim havia a maior concentração de cinemas de Natal, pouco lembrado pelos historiadores do écran natalense. Em comemoração ao centenário do Alecrim passo a listá-los em ordem aleatória.

Cinemas do Bairro do Alecrim
- Alecrim Cinema. O primeiro cinema do bairro foi inaugurado em 1918, na rua Mário Negócio, com os filmes O Triunfo, com Gaby Deslys em 7 partes e “As Modalidades de Marcos”, com Mary Doro em 5 partes

- Cine São Luís, situado na Avenida 2 (rua Presidente Bandeira). Inaugurado no pós-guerra , em 1946, com o filme “ Amar, foi minha ruína”

- Cine Alecrim, situado na célebre Praça Gentil Ferreira, inaugurado em 1947.

- Cine São Pedro, inaugurado no final do ano 1930, na Rua Amaro Barreto Nesse cinema eram exibidos os seriados O Cobra, O Homem Aranha, O Falcão do Deserto, os Tambores de Fumanchu entre outros.

- Cine São Sebastião, situado na Avenida 9 ( avenida Coronel Estevam),
Inaugurado em 1947, em frente à Igreja de São Sebastião.

- Cine Paroquial (Cine Olde) , na Rua Fonseca e Silva, ao lado da Igreja de São Pedro, inaugurado no final dos anos 60. Depois demolido para construir o Salão Paroquial da Igreja.

Fontes bibliográficas:Alecrim ontem, hoje e sempre, de Evaldo Rodrigues de Carvalho

______________________

FONTE: O Santo Ofício

blog de FRANKLIN JORGE



Escrito por Carlos Gomes às 21h04
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Uma satisfação aos meus Amigos

Embora vivendo o meu exílio voluntário das lides oficiais da vida, fui surpreendido no último dia 4 com notícias publicadas na coluna de Daniela Freire, de O Jornal de Hoje, dando conta de uma crise, que denomina "briga pelo poder", pelas bandas do Tribunal de Contas do Estado.

O "pomo" da discórdia teria sido a pretensão do candidato a Presidente, Conselheiro Valério Mesquita, de fazer um convite à minha pessoa para dirigir a Escola de Contas Prof. Severino Lopes de Oliveira, da qual tive a honra de ser o seu primeiro Diretor, oportunidade em que lhe dei vida estatutária e um intenso programa de palestras, em Natal e no interior do Estado, editando uma Resenha Mensal e realizando cursos que proporcionaram a evidência da Escola por um período de quase um ano.

Naquele ensejo contei com a valiosa colaboração dos servidores daquela Corte, que demonstraram a grande competência de que eram possuidores, enfim, elevando bem alto o nome do Tribunal de Contas do Estado.

Em que pese essa performance, fui surpreendido com minha exoneração pelo novo presidente que então iniciava a sua gestão, Conselheiro Alcimar Torquato, o que fez sem um simples pré-aviso, por questão, apenas, de lhaneza, o que, no entanto, não me trouxe nenhum transtorno, -  primeiro porque nunca precisei de favores ou apadrinhamento, segundo porque se tratava de cargo em comissão. O que lamentei foi a falta de reconhecimento a um trabalho sério e produtivo. Tudo bem, tirei meus trecos da gaveta e reassumi a UFRN.

Agora o fato inusitado: a anunciada indicação do meu retorno, segundo a notícia, seria uma provocação ao Conselheiro Torquato. Não entendi o porquê! Só fiz o bem ao Tribunal, não sou absolutamente inimigo do Conselheiro Alcimar, nunca fui carreirista em busca de cargos, pois os que exerci em minha vida foi através de conquista por concurso público. Em razão desse acontecimento prestei esclarecimentos à ilustre jornalista que, com muita ética, o publicou no dia seguinte, mais ou menos nos termos do que lhe enviei.

"Estimada Jornalista Daniela Freire,

Recebi, com surpresa, a notícia publicada em sua coluna de hoje (4/11) dando conta de “briga pelo poder” no TCE, apontando como um dos motivos a minha possível indicação para a Escola de Contas. Mais estranho, ainda, foi o comentário de que a indicação do meu nome seria provocação ao Conselheiro Alcimar Torquato. Quero adiantar, por oportuno, que não recebi nenhum convite de Valério e, se tivesse recebido declinaria porquanto sou portador de um “CA”, tenho diabetes e cardiopatia, em permanente tratamento e estou impossibilitado de exercer qualquer cargo público. Quanto ao Conselheiro Alcimar devo esclarecer que não sou seu inimigo, apenas fui exonerado sumariamente, sem nenhum entendimento prévio, pois seria suficiente a informação de que queria o cargo, haja vista que dele não precisava. Aliás, a minha passagem pelo TCE, de 1971 a 1988 deu-se por concurso público e a minha atuação instalando a Escola de Contas é reconhecida como positiva, bastando verificar nos anais do Tribunal  os elogios que recebi, como Auditor, Procurador e Diretor da Escola, que leva o nome do meu grande amigo e seu avô, Prof. Severino Lopes de Oliveira. Nunca fiz mal a ninguém, sempre fui um dedicado funcionário e tenho certeza que somente honrei aquela Egrégia Casa. Tenho uma vida absolutamente equilibrada e não preciso de apadrinhamento – nunca pleiteei nenhum cargo, mas os conquistei por concurso. Portanto, esqueçam de mim. Todavia, se Valério precisar dos meus préstimos estarei disposto a ajudá-lo, sem cargo e sem remuneração, pois sou seu colega da Turma de Direito – 1968,  seu companheiro da Academia Macaibense de Letras e amigo fraterno. Estou escrevendo as minhas memórias e, certamente, o Tribunal de Contas merecerá um capítulo especial.  Aguardem.

Com a admiração e o respeito de Carlos Roberto de Miranda Gomes"

CONSIDERO O EPISÓDIO ENCERRADO. Volto ao meu exílio.

 



Escrito por Carlos Gomes às 09h02
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ENOCK DE AMORIM GARCIA – um homem destemido (*)

 Para falar sobre ENOCK DE AMORIM GARCIA tenho de voltar à minha infância, quando tive a oportunidade de conhecer aquele homem interessante quando vinha conversar com o meu pai, ainda em Macaíba. Depois as visitas que fazíamos ao seu sítio, onde me impressionavam os pavões e guinés. Com nossa vinda para Natal as visitas continuaram, na biblioteca da nossa casa da Rua Meira e Sá. Causou-me admiração, primeiramente, a sua postura física e sua voz um pouco fanha. Depois a minha atenção se voltou para o ‘homem destemido’, como papai o denominava e detalhava os seus feitos.
 Daí em diante procurei acompanhar a sua trajetória, saber a sua história, até porque entrelaçamos nossas famílias entre Gracinha de Leda e Wallace, e encontrei as informações que ratificavam o pensar do meu velho desembargador Zé Gomes, como Enock o chamava.
 As leituras e as conversas eram voltadas para a história judiciária e política do Rio Grande do Norte e, de quando em vez, os comentários sobre a agricultura e a pecuária, oportunidade em que o Dr. Enock falava sobre uma experiência que fez para tratar da aftosa, numa composição com permanganato de potássio.
 Cada dia mais me apaixonava aquele personagem filho de Teodomiro de Amorim Garcia e Maria Celestina de Amorim Garcia, nascido no alvorecer do século XX.
 Foi aluno do velho Atheneu e Bacharel em direito pela tradicional Faculdade do Recife, turma de 1932 ao mesmo tempo em que trabalhava como rádio telegrafista, especialidade muito importante na época em que as comunicações engatinhavam no Brasil e que lhe valeu passar para a história no correr da Revolução de 1930, da qual foi um dos conspiradores, na cidade do Recife e obterve a patente de 2º Tenente, com a alcunha de ‘tenente esparadrapo’ – não sei por qual razão!
Assistiu ao assassinato do Presidente João Pessoa por José Dantas numa confeitaria denominada “Glória” em Recife e viu o corpo conduzido por Agamenon Magalhães e Caio de Lima Cavalcante para a Farmácia do Dr. Pinho. Era então estudante da Faculdade de Direito e telegrafista, como já disse, morando na Rua da Aurora, no Hotel ou Pensão Veneza, lugar muito visado pela polícia governista e de onde o inquilino alagoano José Reis atirou e matou um soldado da polícia que guarnecia a ponte que ligava a rua da Imperatriz com a rua Nova, motivando a invasão do hotel.
Sua atuação como revolucionário ocorreu pelas mãos de Alípio Pereira de Souza, um tenente da Polícia Militar de Pernambuco, que o apresentou ao Cel. Muniz de Farias e Brás Carmont, sendo que, em relação ao primeiro, o Dr. Enock sempre proclamou ter sido o maior dos conspiradores de 1930. As reuniões sempre ocorriam na casa do médico Luís de Góis, dentro de extremo segredo. As escaramuças aconteciam próximo ao Colégio Nóbrega.
Costumava dizer que a Revolução de 30, eclodida em 3 de outubro foi precipitada pelo assassinato de João Pessoa, pois do contrário, possivelmente não teria alcançado a força suficiente para a vitória.
Chegou a ser preso e conduzido ao “Brasil Novo”, denominação que era dada, por ironia, ao xadrez para onde eram levados os conspiradores. Foi salvo pelo Deputado Elpídio Branco, único parlamentar da oposição.
Após ser solto correu para o telégrafo onde começou a sua verdadeira atuação com a transmissão de boletins a mando de Juarez Távora, um dos grandes líderes da Revolução, ao lado de Agildo Barata, Juraci Magalhães, Oswaldo Aranha, Aluízio Moura e Muniz de Farias, por quem tinha uma admiração especial, principalmente por ter sido a ele apresentado pelo seu querido Professor Joaquim Pimenta.
Além da arma do telégrafo, também pegou em armas de fogo.
Em 1935, quando da Insurreição comunista, ao lado de Dinarte Mariz e João Medeiros combateu os comunistas e teve conhecimento da estratégia para matar Mário Câmara, com o que não concordava juntamente com o Dr. Silvino Bezerra. A trama falhou, pois Mário Câmara não apareceu e por isso, afirmava ele, tomou um grande porre, pois mesmo não concordando, teria que participar da cena.
Contam que quando Delegado de Ordem Social, chegam ao porto cerca de 111 a 121 presos em razão da Intentona Comunista e, como os caminhões prometidos para a condução até a Casa de Detenção não chegaram, ele os conduziu em uma fila de três e quatro. O último da fila era Mílton Siqueira cantando “Queremos Deus que o nosso Rei...” Repreendido pelo Dr. Enock – Você ta doido. Respondeu: Você não fez a procissão? Agora tem que ter uma ladainha!
O Dr. Enock exerceu muitos cargos importantes como Delegado de Ordem Social e Investigações no Governo Rafael Fernandes, foi Chefe de Polícia, Diretor do Departamento de Agricultura, Representante do Estado no Congresso de Secretários de Agricultura no Rio de Janeiro em 1946 e no Congresso de Pecuária, também no Rio de Janeiro em 1948, construiu e inaugurou a Escola Prática de Agricultura de Jundiaí, em 1948, Membro do Conselho Estadual de Cooperativismo, foi conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Rio Grande do Norte em várias oportunidades, ocupando cargos da Diretoria, juiz substituto do TRE do Estado, Presidente da Cooperativa Cultural e distribuição de material escolar.
Participou ativamente de campanhas políticas, com muitos episódios de coragem e destemor, até nos eventos em que haviam tiroteios, mas também era ferino na arte da palavra, com verve poética, utilizando o pseudônimo “Zé Macaíba”.
Isso é tudo o que a memória remota ainda não apagou. Fiquei feliz em relembrar o Dr. Enock.
Com muita justiça é o Patrono da Cadeira nº 13, da Academia Macaibense de Letras, cujo titular é o seu filho Roosevelt  Meira Garcia.
 
____________________________________________
(*) CARLOS ROBERTO DE MIRANDA GOMES                     
Membro Honorário Vitalício da OAB/RN                                       
Sócio efetivo do IHGRN
Sócio do INRG
Membro da Academia de Letras Jurídicas do RGN
Membro da Academia Macaibense de Letras
Membro da União Brasileira de Escritores



Escrito por Carlos Gomes às 17h37
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Escrito por Carlos Gomes às 16h51
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FLAGRANTES DO

III ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES – EPE

26 A 28 DE OUTUBRO DE 2010

    

 (continuação no meu blog http://cmirandagomes.blogspot.com

 



Escrito por Carlos Gomes às 09h58
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FLAGRANTES DA SOLENIDADE DE

INSTALAÇÃO DA ACADEMIA MACAIBENSE DE LETRAS

EM 27/10/2010 NA SEDE DA AMARN - MACAÍBA

      

           



Escrito por Carlos Gomes às 18h07
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27 DE OUTUBRO

MACAÍBA ESTÁ EM FESTAS:

ANIVERSÁRIO DO MUNICÍPIO E

INSTALAÇÃO DA ACADEMIA MACAIBENSE DE LETRAS





Escrito por Carlos Gomes às 06h19
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Academia Macaibense de Letras

 

            No dia 27 próximo será instalada oficialmente a Academia Macaibense de Letras. A solenidade ocorrerá às 10 horas no Salão Principal da “Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte” – AMARN, neste Município, sob a Presidência do Acadêmico Jansen Leiros Ferreira.



Escrito por Carlos Gomes às 07h45
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